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MDB e FUG RS realizam a 2ª edição do Seminário “O Brasil que saiu das urnas”

03/06/2019 - 17:27

O clima frio e chuvoso da manhã deste sábado, 1º de junho, não foi pretexto para ficar em casa. Mais de 450 pessoas lotaram o auditório do Prédio 7, da Univates, em Lajeado, para participar da segunda edição do seminário “O Brasil que saiu das urnas”. Líderes estaduais e regionais, militantes e acadêmicos se reuniram para pensar o atual cenário, os rumos da política e o reflexo que esse contexto terá nas próximas eleições.

Na abertura do encontro, o presidente do MDB gaúcho, deputado Alceu Moreira, fez questão de ressaltar a relevância do papel dos partidos para o fortalecimento da democracia. “Conceitos rasos acabam por passar a ideia de que partido é arcaico e desnecessário, mas não há democracia sem partidos, sem essa organização da sociedade”, pontuou Alceu.

O presidente da Fundação Ulysses Guimarães no Rio Grande do Sul (FUG-RS), João Alberto Machado, também deixou uma breve reflexão: “não podemos delegar ao outro o papel de agente de transformação. Temos que assumir a nossa tarefa na busca de reconexão com a sociedade”.

A interpretação sobre o posicionamento político de centro e as ferramentas de comunicação de discurso pautaram esta edição do seminário. Foram responsáveis por interpretar esse cenário o filósofo Eduardo Wolf e o jornalista Marcos Martinelli.

O caminho para o centro

“Do novo populismo à velha ordem liberal: uma jornada de volta ao centro” foi a temática do filósofo Eduardo Wolf, primeiro painelista do seminário. O professor fez uma análise sobre a atuação dos partidos políticos com posição de centro em nível mundial. Para exemplificar, se fixou na referência histórica conhecida como “A Grande Depressão”, iniciada em 1930 e considerado o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX. 

Wolf usou o case “New Deal” (Novo Acordo), medidas políticas e econômicas adotadas por Franklin Roosevelt, presidente dos Estados Unidos (1933-1945), para minimizar os efeitos da grande crise. O filósofo contextualizou que o então presidente adotou um discurso em que o cidadão americano precisava ter algumas liberdades básicas e ser livre do medo, como o da ameaça de pobreza extrema.

“Esse discurso se traduz na liderança política de Roosevelt. E como ele garantiu esse consenso? Independente das diferenças, se encontrou uma causa que pôde ser compartilhada entre todos. Naquele caso, o direito à liberdade, a justiça e à capacidade de inserção social”, enfatizou Wolf, que arrematou: “A sociedade tem conflitos, mas os consensos significam que os direcionamentos gerais estão dados. Quem busca o consenso está disposto a convencer”.

A lição que fica de Wolf para o MDB é de que o grande desafio da legenda para o futuro será a formulação e a construção de consensos que o coloque como o partido de centro que se propõe a ser. Esse desafio foi lançado na primeira edição do seminário, realizado em março, em Imbé.

Márcia Scherer, vice-presidente do MDB Mulher-RS, foi a mediadora do painel.

Novos tempos, novas atitudes

“Comunicação: novos tempos, novas atitudes” foi o tema do painel do jornalista Marcos Martinelli. Destacando as redes sociais como protagonistas da vida em comunidade, o marqueteiro de campanhas vitoriosas nacionais e internacionais apontou como utilizá-las positivamente. “A pauta muda a todo momento. Ganha quem entende isso rapidamente e participa fornecendo informações relevantes. A chave da comunicação é a confiança”, destacou Martinelli.

O jornalista opinou que existe uma tendência de que a imagem seja mais forte do que a própria verdade. Neste sentido, alertou que, em política especialmente, as redes socias precisam refletir conteúdo e posição. Usá-las de forma moderada e racional, é o melhor caminho para consolidação do discurso.

Usando como exemplo o próprio MDB no seu papel histórico de líder da redemocratização, reforçou a importância de ter bandeiras claras: “Os partidos precisam ter grandes causas, um discurso relevante e respeito na forma de se relacionar com a sociedade”.

O presidente da FUG Nacional, Eliseu Padilha, foi o mediador do painel. Ele aproveitou a oportunidade para registrar a atualização de dados dos cursos de qualificação política do órgão. Em 11 anos de atuação, a FUG formou 300 mil alunos em todo o Brasil.

 

Assessoria de Comunicação Social – MDB – RS

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