Ulysses

1390244085-foto13 “Política não se faz com ódio, pois não é função hepática. É filha da consciência, irmã do caráter, hóspede do coração. Eventualmente, pode até ser açoitada pela mesma cólera com que Jesus Cristo, o político da Paz e da Justiça, expulsou os vendilhões do Templo.

Nunca com a raiva dos invejosos, maledicentes, frustrados ou ressentidos. Sejamos fiéis ao evangelho de Santo Agostinho: ódio ao pecado, amor ao pecador. Quem não se interessa pela política, não se interessa pela vida.”

Ulysses Guimarães
4 de março de 1985

Nascido em 16 de outubro de 1916, Ulysses foi advogado, professor universitário, escritor e dirigente de clube de futebol. Na juventude, sonhou com o mundo das artes, que acabou abandonando por outro sonho: a carreira política, galgada degrau a degrau, até chegar à cadeira de Presidente da Câmara dos Deputados. Foi o parlamentar que mais tempo ficou à frente do Legislativo federal.

A história do Dr. Ulysses é ampla e rica, e sua figura tornou-se exemplar para as gerações seguintes. Poucas vezes o rumo da sociedade brasileira foi conduzido por uma figura tão atuante e ética que conseguiu ser respeitada por todos, inclusive por outras lideranças que tiveram a oportunidade de com ele dividir algum momento importante para o país.

O que eles têm para contar

“Ele [Ulysses] não era um homem envolvido com montagem de diretório, com trabalho de base; nunca foi uma liderança que trabalhava no varejo. Sua imagem pública forjou-se no momento em que havia apenas dois partidos – Arena e MDB –, e ele presidia a oposição que, na década de 1970, evoluiu do que inicialmente parecia ser quase uma oposição consentida para uma oposição mais efetiva e substancial, pregando a mudança do regime e a volta da democracia ao país. Isso conferiu ao Ulysses um peso que nunca tivera como organizador do partido, passando a ser um homem de postura de oposição e a simbolizar para o público a luta pela democracia.”

Alberto Goldman

“O Dr. Ulysses era um político diferente, não fazia campanha eleitoral. A D. Rute suava frio nessas ocasiões, porque ele tinha tanta política no sangue que ficava em Brasília, participando de eventos maiores, e nunca vinha cuidar de suas bases eleitorais, como todo político faz aos sábados e domingos, ao visitar os eleitores, fazer reunião com o Clube de Mães, ouvir vereadores etc. e tal. O Dr. Ulysses não fazia essas coisas, pegava o seu mandato de deputado e ia para Brasília, se afundava nos grandes temas do país. Por isto era um político nacional e não um deputado regional – ele defendia as grandes causas da democracia. Quando vinha concorrer de novo a deputado federal, frequentemente deixava a gente em aperto, porque não tinha material, não tinha cultivado as bases, não tinha dinheiro para fazer a campanha – e também, não tinha prática de fazer o tipo mais habitual de campanha para deputado.”

Alda Marcoantonio

Vários aspectos devem ser ressaltados com relação à Constituinte de 1988. Inegavelmente o Dr. Ulysses teve uma atuação notável, de firmeza na condução dos trabalhos, na fixação de prazos. E inegavelmente o processo trouxe avanços, pelo simples fato de que, mesmo que esteja longe de ser uma Constituição perfeita, foi um passo que marcou a institucionalização do país.

André Franco Montoro

O Ulysses foi um excelente orador desde o primeiro momento de nossas anticandidaturas e fez a campanha política pelos estados com sua tradicional eloquência, capacidade e senso político. Promovíamos realmente uma contestação constante ao regime militar e ao Colégio Eleitoral, promovendo uma campanha livre junto ao povo, era uma enorme conquista e uma grande realização do elemento popular.

Barbosa Lima Sobrinho

“O Dr. Ulysses construiu o que poderia ter sido o maior partido da América Latina, o MDB. O MDB foi em grande parte sua construção. A preservação da unidade do MDB durante todo aquele longo período de luta pela redemocratização com aquela acirrada luta por espaços entre dois grupos, então conhecidos como “autênticos” e “fisiológicos” – a unidade teria sido impensável, não fosse o papel de ponte que o Dr. Ulysses desempenhava entre aqueles grupos.

O MDB, na verdade, girava em torno da figura de Ulysses Guimarães, assim como de Tancredo Neves. Foi ele que conduziu o partido em suas diferentes fases, desde a fundação, depois num período de oposição frontal ao regime militar e, no final, com uma bancada parlamentar importante em Brasília e já assumindo responsabilidades de governo nas esferas municipal e estadual.”

Bolivar Lamounier

“Creio que o Dr. Ylysses deve ao PSD seu aprendizado sobre as artes da política, e que isto foi fundamental para a sua carreira de homem público, assim como a experiência dele na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, durante o período do Estado Novo, quando ele se deu conta da importância do inconformismo para a vida política, posição que ele levou consigo para o PSD, daí a sua adesão à ‘ala moça’.

Acho que uma das características do dr. Ulysses, a combinação de inconformismo com pessedismo, independe de idade, foi uma coisa de personalidade, um atributo dele que evidentemente exigia coragem, e que ele mesmo considerava como algo fundamental para a vida política e para um político.”

Celso Lafer

“Creio que [Ulysses] representava a classe média: professores, médicos, advogados, profissionais liberais, a sociedade civil, e os trabalhadores também. Se bem que, como não existe um movimento sindical muito organizado e sério no Brasil, ele também não dava importância demais para o que as lideranças sindicais lhe diziam; às vezes nem são lideranças, mas um bando de pessoas que assim se intitulam e não passam de pelegos patronais. […] Mas o Ulysses também não se envolvia com eles, pois ouvia todo mundo e procurava representar o que considerava ser a vontade popular, pela qual tinha muito respeito.

Tinha muita preocupação com a distribuição de renda, tema ao qual era muito sensível. Promovia reuniões com economistas, na casa dele aos domingos, e com o seu filho adotivo, o Tito Henrique, que trabalhava no Banespa e conhecia o dia a dia dos negócios. Ao contrário dos empresários, que dão palpite em reunião, são arrogantes, o Ulysses não ficava palpitando, estava mais preocupado em ouvir gente como o economista Luiz Gonzaga Belluzo, o Paulo Cunha, que comparecia mais como político, o Miguel Reale Jr., políticos empresários, estudiosos que tinham alguma militância na sociedade e não apenas gozavam de sua intimidade.”

Fernando Gasparian

“Antes da posse do Sarney, O Ulysses foi muito inluente na formação do que seria o Governo Tancredo Neves, junto a quem tinha uma força enorme – e talvez o Tancredo tivesse tido condições mais propícias do que o Sarney para definir um rumo próprio. O Tancredo ouvia muito o Ulysses, e o ministério que pensou foi em grande parte influenciado pelo Ulysses. Quando o Sarney assumiu, encontrou um ministério pronto […], a presença de Ulysses era muito forte. ”

Fernando Henrique Cardoso

“Outra coisa importante foi a tranformação pessoal dele, a partir da sua anticandidatura presidencial em 1973. Ninguém comenta como ele foi mudando a partir dela. E foi um processo decisivo. O Dr. Ulysses era liberal mas já tinha passado pelo desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek, da Ala Moça do velho PSD. Quer dizer, desde a década de 1950 vinha refletindo sobre questões econômicas e sociais da democracia. Mas a partir da anticandidatura, acentua-se a preocupação social do Dr. Ulysses. Na minha opinião, foi consequência do contato dele com o povo, ao percorrer o país e verificar a situação real. […] Ele foi retomando contato com o Brasil real, com os dramas do povo, seus problemas.”

João Manuel Cardoso de Mello

“[…] na época do empeachment do Collor, qunado lhe [a Ulysses] foi apresentado o “cofre da CPI”, quando se revelou o tamanho do rumor, ele [Ulysses] que até então resistia ao processo – olhou aquilo e decretou: ‘É agora’. E declarou que estava perplexo, muito triste e angustiado. Imediatamente organizou-se uma reunião, porque não havia relatório de CPI pronto, nem nada acertado, e ele indagou: ‘Vocês já falaram com o Itamar Franco?’ […] O Dr. Ulysses tinha uma noção muito exata de qual era o lance seguinte em qualquer questão de poder, bem como o tamanho do lance. Era uma pessoa extemamente racional para tratar de política e, em outros momentos, extremamente humana para enfrentar outras questões, sem misturar os canais. Um exemplo concreto disto vimos no empeachment .”

José Genoíno

“Ninguém teve a coragem de pedir a renúncia do Dr. Ulysses. Eles falaram que era difícil, que o PMDB estava realmente encontrando dificuldades. Mas o Dr. Ulysses se antecipou e cobrou do partido uma atitude; disse que não se sentia responsável pelo quadro frio da campanha [à presidência da República em 1989], isso era um problema do partido. E desde que este cumprisse a sua missão, ele não tinha dúvida de que mudaria o quadro. […] Aí se destaca que o grande político tem de ter a qualidade da obstinação cega, da mesma maneira que a obstinação cega do Dr. Ulysses serviu para sempre mostrar que a democracia era recuperável no Brasil. […] Essa obstinação cega fez com que o Dr. Ulysses achasse que iria cumprir o seu papel de ser candidato até o fim. E não houve nenhum tipo de meia-verdade porque a campanha praticamente começou na casa dele com uma demonstração, durante umas três horas, de pesquisa do Gallup mostrando que ele não tinha condição nenhuma de se eleger. Ele reagia dizendo que o partido era muito forte.”

José Gregori

“Era chamado de tripresidente, de tetrapresidente, como se tivesse tentado amealhar estas posições, quando, na verdade, a presidência do partido foi uma consequência natural, a da Constituinte foi uma obrigação e a Vice-Presidência da República decorrência de uma circunstância histórica. Mas o Ulysses ficou desgastado, as charges da imprensa trabalhavam muito isso. Tenho a impressão de que, quando foi despojado, ele deve ter se sentido – como ele mesmo dizia – ‘um deputado raso, liberto para escolher os seus temas’. E foi um dos maiores momentos da vida política do Ulysses quando ficou sem cargo, com seu gabinete no anexo 4 da Câmara, caminhando pelos corredores da casa, escolhendo seus assuntos e, depois, percorrendo o Brasil como mascate do parlamentarismo. Então eu tenho a convicção de que foi bom para o Ulysses e a impressão de que ele percebeu que era um bom momento para ficar sem cargo. Como deputado raso apareceu como de fato era: o primeiro cidadão da República.”

Ibsen Pinheiro

“Posso dizer uma coisa, se fosse um outro presidente da Constituinte, ela não teria sido concluída em um ano e dez meses, não há hipótese… O Ulysses costumava promover reuniões com os relatores – eu era um deles, nos capítulos de tributação, orçamento e finanças – para avaliar os problemas, e era gostoso tê-lo coordenando, porque sempre dava muito espaço. Promovia estas reuniões, discussões e encaminhamentos, e procurava resolver os problemas.”

José Serra

“Quando da remontagem nacional da Fundação Pedroso Horta, do PMDB, antes de 1982, houve uma reunião preparatória na fazenda do Severo. Tinha muita gente e durou o dia inteiro […], e o objetivo era montar as bases para a campanha de 1982 e deslanchar o processo de preparação de um documento que orientasse todo o partido. Dois anos antes o Dr. Ulysses já alertava: ‘Olha, não podemos ter um discurso velho, temos que preparar um documento’. […] Toda vez que se mencionavam projetos que comprometessem muitos recursos ele ficava preocupado, mas ele sempre apoiou a ideia de ter um documento-guia e uma revista da Fundação.”

Luciano Coutinho

“No primeiro contato que tive com ele [Ulysses] depois de empossado [Bresser Pereira foi Ministro da Fazenda], o Dr. Ulysses estava extremamente preocupado com a situação dos governadores: havia 21 governadores do PMDB eleitos e seus estados estavam falidos, eles precisavam urgentemente de apoio do governo federal para poderem governar minimamente. Então tivemos algumas reuniões difíceis e duras, nas quais o Dr. Ulysses defendia seus governadores. Depois que este assunto foi resolvido com razoável equilíbrio, mantive com o Dr. Ulysses uma relação extremamente próxima durante a minha permanência no ministério, com ele me dando total apoio […].”

Bresser Pereira

“[…] tivemos contato com o Dr. Ulysses Guimarães por ocasião da greve de 1980. Ele foi muito solidário com o movimento, esteve várias vezes em São Bernardo do Campo, eu diria até que puxado pelo Teotônio Vilela, que era a figura principal na solidariedade ao movimento. Mas o Dr. Ulysses Guimarães nunca se recusou a ser solidário com a gente, a ir a São Bernardo, mesmo quando fui preso. Voltei a ter contato com o Dr. Ulysses em 1984, por ocasião da Campanha das Diretas. Aí nossas relações se estreitaram, porque viajamos várias vezes juntos, algumas vezes ele me deu carona.”

Luiz Inácio Lula da Silva

“Hoje temos democracia e vivemos o pluripartidarismo no país […], estamos vivendo um momento diferente. Se o Dr. Ulysses estivesse vivo, continuaria expressando o pensamento dele. Mas não deixa herdeiros porque não é fácil encontrar outro Dr. Ulysses, alguém que tenha o desprendimento, a garra, a coragem e as qualidades que ele tinha… Mas por outro lado, mesmo que tivesse um herdeiro, o momento não é para isso, não vivemos mais uma resistência que demande um forte comando, pois temos liberdade de imprensa, de televisão, de rádio; assiste-se a uma heterogeneidade na discussão de ideias. Então o momento histórico não propicia a aparição de um outro líder político com as características do Dr. Ulysses.”

Pedro Simon

Depoimentos extraídos de Dr. Ulysses: O homem que pensou o Brasil, de organização de Célia Sobelmann Melhem e Sonia Morgenstern Russo, da editora Artemeios.

Momentos marcantes

I- Dados pessoais

nome: Ulysses Silveira Guimarães
filiação: Ataliba Silveira Guimarães e Amélia Correa Fontes
nascimento: 6 de outubro de 1916. Rio Claro, São Paulo
falecimento: 12 de outubro de 1992
cônjuge: Ida de Almeida Guimarães
filho: Tito Henrique e Celina Ida

II -Estudos e graus universitários

– Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais – Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – 1940
– Doutor Honoris Causa da Universidade de Seul, Coreia do Sul

III- Profissões

Professor e advogado

IV- Legislaturas

Deputado Estadual em São Paulo (1947 a 1950) – 1 mandato
Deputado Federal (1951 a 1955, 1955 a 1959, 1959 a 1963, 1963 a 1967, 1967 a 1971, 1971 a 1975, 1975 a 1979, 1979 a 1983, 1983 a 1987,1987 a 1991,1991 a 1995) – 11 mandatos

V – Principais fatos da vida parlamentar e administrativa

  1. Orador oficial do Centro Acadêmico XI de Agosto
  2. Por concurso, orador da turma de bacharéis de 1940
  3. Por concurso, maior prosador das Arcadas – Faculdade de Direito de São Paulo
  4. Professor pela Escola Normal de Lins
  5. Professor do Ensino Fundamental em Lins
  6. Professor de Ensino Médio
  7. Professor de Direito Constitucional das Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo e da Faculdade de Direito de Bauru
  8. Professor de Direito Internacional Público da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie de São Paulo
  9. Presidente da Comissão de Assuntos Municipais na Assembleia Legislativa de São Paulo em 1946
  10. Líder da oposição, na Assembleia Legislativa de São Paulo
  11. Membro da Assembleia Estadual Constituinte que elaborou a Constituição do Estado de São Paulo em 1947
  12. Candidato a governador do estado de São Paulo em 1958
  13. Ministro da Indústria e do Comércio no 1º Gabinete Parlamentarista Republicano de 1961 a 1962
  14. Membro e presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados
  15. Relator e autor do substitutivo ao projeto de reforma bancária na comissão especial que criou o Banco Central
  16. Relator do Código Eleitoral
  17. Relator da Lei sobre abuso do poder econômico (antitruste)
  18. Relator dos projetos da Eletrobrás e sub-relator do projeto que criou a Petrobrás
  19. Autor do requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito – Multinacionais em 1975
  20. Autor e defensor de benefícios para motoristas e ferroviários, para viajantes e pracistas, para garçons, ascensoristas, bancários, professores
  21. Membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados de 1975 a 1983
  22. Membro da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas da Câmara dos Deputados de 1981 e 1982
  23. Delegado do Parlamento Latino-Americano junto ao Parlamento Europeu
  24. Presidente do grupo brasileiro do Parlamento Latino-Americano
  25. Presidente do Parlamento Latino-Americano eleito para o período de 1967 e 1968, reeleito em 1969
  26. Vice-Presidente da Comissão Executiva do Diretório Nacional do MDB em 1966
  27. Presidente da Comissão Executiva do Diretório Nacional do MDB de 1971 a 1979
  28. Anticandidato pelo MDB a Presidência da República em 1973
  29. Fundador do PMDB em 1980
  30. Primeiro Presidente Nacional do PMDB – Comissão Diretora Nacional Provisória em 1980
  31. Presidente da Câmara dos Deputados (1956 e 1957, 1985 e 1986, 1987 e 1988) – 6 anos
  32. Presidente da Assembleia Nacional Constituinte em 1987 e 1988
  33. Presidente da República, em exercício, nos períodos de 11 a 14 de agosto de 1985, em 21 de setembro de1985, de 3 a 13 de maio de 1986, de 9 a 14 de julho de 1986, de 27 a 31 de julho de1986, em 27 de maio de 1987, em 3 de julho de1987, de 15 a 17 de julho de 1987, de 16 a 20 de agosto de 1987, de 15 a 17 de outubro de1987, de 26 a 30 de novembro de1987, de 5 a 9 de fevereiro de 1988, de 5 a 8 de agosto de 1988, de 30 de junho a 10 de julho de 1988, de 30 de julho a 3 de agosto de 1988, de 14 a 23 de outubro de 1988, de 26 a 29 de outubro de 1988, de 28 a 30 de novembro de 1988, de 27 a 28 de janeiro de 1989 e de 1º a 3 de fevereiro de 1989, por motivo de viagem do Presidente da República José Sarney ao exterior
  34. Candidato do PMDB à Presidência da República por eleições diretas em 1989
  35. Presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados em 1991
  36. Presidente do Grupo Brasileiro da União Interparlamentar de 1991 a 1992
  37. Presidente da comissão especial destinada a proferir parecer sobre a Proposta de Emenda Constitucional que propunha a antecipação do plebiscito
  38. Durante oito anos foi representante do Brasil na ONU
  39. Homenageado por sessões conjuntas dos parlamentares da Venezuela e de Portugal
  40. Fundou a OPB – Ordem dos Parlamentares do Brasil –, no dia 29 de novembro de 1976, no Plenário Tiradentes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

VI – Missões no exterior

  1. Visita ao estado de Israel em 1957
  2. Delegado do Brasil junto à ONU (debate sobre Apartheid em 1958)
  3. Chefe da delegação brasileira na posse de Alan Garcia Perez – Presidente do Peru – em 1985
  4. Delegado plenipotenciário do Brasil na Conferência do Gatt, Genebra, Suiça, em 1962
  5. Embaixador plenipotenciário do governo brasileiro na posse do Presidente Siles Suazo, da Bolívia.
  6. Chefe da delegação brasileira aos EUA, para estudo das atividades do Congresso Norte-Americano em 1963
  7. Representante do Congresso Brasileiro na ONU de 1971 a 1973
  8. Participante dos debates do Parlamento Europeu a convite do “Conseil de L’europe” e do governo francês em 1970
  9. Participante, como representante do Parlamento Latino-Americano junto ao Parlamento Europeu, das reuniões em Estraburgo, França, em 1972, Colômbia em 1974 e Luxemburgo, em 1975
  10. Visita oficial à Venezuela, como Presidente Nacional do PMDB em 1984
  11. Visita oficial a Portugal, como presidente da Câmara dos Deputados em 1989
  12. Viagem oficial para a reunião do Parlamento Latino-Americano, com o Parlamento Europeu em Sevilha, Espanha em março de 1991
  13. Viagem oficial a Caracas a convite do governo da Venezuela em 2 a 5 de outubro de 1991
  14. Chefe da delegação na viagem oficial a Santiago, Chile, para a 86º Conferência da União Interparlamentar de 5 a 12 de outubro de1991
  15. Viagem oficial aos EUA, para a XLVI Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas em novembro de 1991
  16. Chefe da delegação na viagem oficial ao Cameron, Yaonde, para a 87º Conferência da União Interparlamentar de 5 a 11 de abril de1992
  17. Viagem oficial a convite do governo da África do Sul de 17 a 24 de abril de 1992

VII – Homenagens e condecorações nacionais

  1. Sócio benemérito do Sindicato dos Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo
  2. Sócio honorário do Centro Acadêmico Vinte de Setembro, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Taubaté
  3. Sócio benemérito da Casa dos Velhos do Asilo da Velhice Desamparada de Tupã, São Paulo
  4. Sócio honorário da Associação dos Professores Primários de Marília, São Paulo
  5. Sócio benemérito do Círculo Operário da Penha, São Paulo
  6. Sócio honorário da União Cultura Brasil- Estados Unidos
  7. Sócio honorário da União de Viajantes e Representantes Comerciais de Campinas, São Paulo
  8. Sócio benemérito do Sindicato dos Operários nos Serviços Portuários de Santos, São Paulo
  9. Sócio benemérito do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários da Zona Norte, Leste e Sul de São Paulo
  10. Sócio honorário da Sociedade Bach de São Paulo
  11. Presidente honorário perpétuo da União dos Ex-seminaristas
  12. Sócio honorário da Sociedade dos Proprietários das Tinturarias e Lavanderias do Vestuário de São Paulo
  13. Protetor de Santa Casa de Misericórdia de Assis, São Paulo
  14. Grande benemérito da campanha da Associação Paulista de Combate ao Câncer
  15. Sócio benemérito do Sindicato dos Empregados na Administração dos Serviços Portuários de Santos, São Paulo
  16. Sócio remido da Sociedade Geográfica do Rio de Janeiro
  17. Sócio honorário da Associação Paulista de Combate ao Câncer
  18. Bancário honorário concedido pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de São Paulo
  19. Sócio honorário da Sociedade União dos Viajantes de Ribeirão Preto, São Paulo
  20. Sócio honorário da Associação dos Servidores Ativos e Inativos da Estrada de Ferro Santos – Jundiaí
  21. Sócio benemérito das Entidades Nacionais de Oficiais de Farmácia
  22. Oficial de farmácia honorífico concedido pela Assembleia Nacional dos Oficiais de Farmácia no Território Nacional
  23. Sócio benemérito do Centro de Estudos e Debates de Assuntos Sociais e Políticos do Centro Acadêmico 22 de agosto da Pontifícia Universidade Católica – PUC
  24. Sócio correspondente em São Paulo e remido da Sociedade Brasileira de Geografia
  25. Amigos do interior, concedido pela comissão e seleção da UCAPE, em colaboração com a Tribuna dos Municípios
  26. Troféu Campeão da Democracia, Rio de Janeiro
  27. Homenagem de todos os presidentes das Câmaras Municipais do Brasil em 1985
  28. Homenagem como patrono dos aposentados da municipalidade do Brasil em 1985
  29. Homenagem como patrono dos aposentados da municipalidade de São Paulo
  30. Avenida Ulysses Guimarães, em Rio Claro, São Paulo, sua terra natal
  31. Título de cidadão benemérito de Assis, São Paulo
  32. Cidadão de Bauru, São Paulo
  33. Cidadania Alfredense
  34. Cidadão Carapicuibano, Carapicuíba, São Paulo
  35. Cidadão Itapeviense, Itapeva, São Paulo
  36. Cidadão Jandirense, Jandira, São Paulo
  37. Cidadão Juquitibense, Juquitiba, São Paulo
  38. Cidadão honorário de São Paulo
  39. Cidadão honorário de Campos de Jordão, São Paulo
  40. Cidadão honorário de Altinópolis, São Paulo
  41. Cidadão honorário de Lins, São Paulo
  42. Cidadão honorário de Aparecida, São Paulo
  43. Cidadão honorário de Campinas, São Paulo
  44. Cidadão honorário de Taubaté, São Paulo
  45. Cidadão honorário de Uberaba, Minas Gerais
  46. Cidadão honorário de Goiânia, Goiás
  47. Cidadão honorário de New Orleans – EUA
  48. Título de Maior Prosador das Arcadas
  49. Título de cidadão consciência em 1991
  50. Personalidade do ano – Prêmio Comunicações 1985, outorgado pela Associação Brasileira de Propaganda
  51. Estrela Merito de Rondônia – PRO-RO, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à causa dos estado
  52. Insígnia Mérito da Magistratura, outorgada pela Associação dos Magistrados Brasileiros
  53. Medalha comemorativa do centenário de nascimento de Clóvis Bevilacqua
  54. Medalha comemorativa da campanha de educação florestal – Ministério da Agricultura
  55. Medalha do sesquincentenário de instalação do Poder Legislativo do Estado do Espírito Santo
  56. Medalha comemorativa do centenário de nascimento Ruy Barbosa
  57. Medalha Anchieta, concedida pela Câmara Municipal de São Paulo em 1985
  58. Medalha mérito legislativo – Câmara dos Deputados – Congresso Nacional
  59. Medalha mérito industrial – Confederação Nacional da Industrial – CNI
  60. Medalha Teotônio Vilela – Fundação ITV
  61. Medalha “Alferes Joaquim José da Silva Xavier” – Polícia Militar do Distrito Federal
  62. Medalha “Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon” – Sociedade Geográfica Brasileira em 1958
  63. Medalha lba – Mérito Legionário – Legião Brasileira de Assistência
  64. Medalha do Mérito Presidente Castello Branco – Associação dos Delegados de Polícia Federal
  65. Medalha de honra ao mérito em 1992 – Associação dos Juízes Classistas da Justiça do Trabalho – 1ª região
  66. Medalha “José Bonifácio de Andrada e Silva” – Sociedade Brasileira de Heráldica e Medalhística
  67. Medalha mérito cívico e cultural
  68. Medalha comemorativa do nascimento do príncipe Albert, de Mônaco, em 14 de março de 1958
  69. Medalha de mérito cidade de Sete Lagoas, Minas Gerais
  70. Medalha Anita Garibaldi
  71. Medalha centenário de odontologia – Sindicato dos Odontologistas do Estado de São Paulo
  72. Medalha 2º Congresso Brasileiro das Policiais Militares de São Vicente, São Paulo
  73. Medalha ordem do mérito Infante Dom Henrique – Casa de Portugal, São Paulo
  74. Medalha de patrono do estado democrático de direito – Mato Grosso do Sul em 30 de outubro de 1991
  75. Comenda de São Francisco, no grau de grande oficial da honorífica ordem da academia de São Paulo
  76. Ordem do mérito Domingos Martins – Grande Oficial – Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo
  77. Ordem do mérito naval – Grande Oficial – Ministério da Marinha
  78. Ordem do mérito militar – Grande Oficial – Ministério do Exército
  79. Ordem do mérito aeronáutico – Grande Oficial – Ministério da Aeronáutica
  80. Ordem nacional do mérito – Grande Oficial – Presidência da República
  81. Ordem nacional do mérito educativo – Grã-cruz – Ministério da Educação
  82. Ordem do mérito judiciário militar – Grã-cruz – Superior Tribunal Federal
  83. Ordem de Rio Branco – Grã-cruz – Ministério das Relações Exteriores
  84. Ordem do mérito do trabalho – Grã-cruz – Ministério do Trabalho
  85. Ordem do Congresso Nacional – grande colar
  86. Ordem do Congresso Nacional – Grã-cruz
  87. Ordem do mérito judiciário do trabalho – Grã-cruz – Tribunal Superior do Trabalho
  88. Ordem do mérito forças armadas – Grã-cruz – Estado Maior das Forças Armadas
  89. Ordem do mérito Marechal Rondon – grande oficial – Governo de Rondônia
  90. Ordem da estrela do Acre – Grã-cruz – Governo do Acre
  91. Ordem do ponche verde – Grã-cruz – Governo do Rio Grande do Sul
  92. Ordem do mérito Brasília – Grã-cruz – Governo do Distrito Federal
  93. Ordem do mérito Tocantins – Grã-cruz – Governo de Tocantins
  94. Ordem do mérito Serigy – Grã-cruz – Aracaju, Sergipe
  95. Ordem do mérito cartográfico – Grã-cruz – Sociedade Brasileira de Cartografia

Internacionais

  1. Ordem “el sol del peru” – Grã-cruz – Governo do Peru
  2. Legião de honra – grande oficial – Governo da França
  3. Ordem de Boyacá – Grã-cruz – Governo da Colômbia
  4. Ordem do Infante Dom Henrique – Grã-cruz – Governo de Portugal
  5. Ordem de São Gregório Magno – Comenda Santa Fé
  6. Ordem nacional do mérito – Grã-cruz – Governo do Paraguai
  7. Ordem do mérito diplomático – Grã-cruz – Governo da Coréia

VIII – Diplomas e participações

  1. Membro do Departamento de Assistência à Infância e Vila Anastácio
  2. Nomeado por Dom Carlos Vasconcelos Motta, Cardeal Arcebispo de São Paulo, membro do conselho consultivo da “Brasília foundation”, fundação jurídica constituída em Baltimore, Maryland, Estados Unidos, ligada a Pontifícia Universidade Católica -PUC
  3. Diploma de mérito concedido pelo Centro de Estudos e Debates Sociais e Políticos (Cedasp) da Faculdade Paulista de Direito da PUC
  4. Diploma de honra ao mérito de assistência social da Paróquia de Santa Margarida Maria
  5. Diploma de membro de honra do II Congresso Brasileiro das Polícias Militares
  6. Diploma de honra por colaboração no I Congresso Mundial de Entidades de Empresas da Associação Paulista de Empresas
  7. Diploma de mérito do Centro Acadêmico 22 de agosto da PUC
  8. Diploma da gratidão da cidade de São Paulo, concedido pela Câmara Municipal
  9. Diploma de participação da II semana paulista de estudos jurídicos do Centro Acadêmico 9 de julho da Faculdade de Direito de Bauru, São Paulo
  10. Diploma de mérito cívico pela participação em atividade programada pela comissão especial da constituinte nacional da câmara municipal de Taboão da Serra, São Paulo
  11. Participação no seminário sobre energia, transporte e meio ambiente, promovido pelo Instituto de Estudos Políticos e Sociais Pedroso Horta (IEPES), realizado no Centro de Convenções de Pernambuco, de 27 a 30 de novembro de 1984

IX – Trabalhos publicados

  1. Poesias sob as Arcadas em 1940
  2. Vida exemplar de Prudente de Morais em 1940
  3. Tentativa – 1983 – Prêmio da Academia Paulista de Letras
  4. Navegar é preciso, viver não é preciso em 1973
  5. Enquanto houver um homem há esperança para a liberdade em 1974
  6. Reforma com democracia em 1975
  7. A cruz na história do Brasil em 1978
  8. José Bonifácio e o romantismo brasileiro em 1978
  9. Socialização do direito em 1978
  10. Rompendo o cerco em 1978
  11. Esperança e mudança em 1982
  12. A travessia em1983
  13. Diretas já em 1984
  14. Mudança em 1985
  15. Constituinte; os profetas do amanhã em 1987
  16. A democracia e a diplomacia em 1987
  17. A irmã pobre em 1988
  18. “Pt saudações” em 1988
  19. Estatuto do homem e da democracia em 1988
  20. Endividamento externo sem miséria interna em 1988
  21. Constituição cidadã em 1988
  22. Da fé fiz companheira em 1989
  23. Vamos ganhar em 1989
  24. Hexapresidente em 1989
  25. Ou mudamos ou seremos mudados em 1991
  26. As desmedidas provisórias em 1991
  27. Oração do adeus em 1991
  28. Parlamentarismo – além de ser mais forte, substitui um regime mais fraco – publicação Momento Legislativo em fevereiro de 1992

X – Outras atividades

  • Criador das Faculdades de Direito e de Filosofia e Letras de Bauru, de Direito de Franca, de Odontologia de Lins e Ciências Econômicas de Marília
  • Propugnador da Faculdade de Filosofia de Rio Claro e de Direito, Engenharia, Filosofia e Ciências Econômicas de Taubaté